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	<title>higiene do sono &#8211; Rosana Cardoso Alves</title>
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		<title>Criança que não dorme bem pode ter insônia comportamental</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2020 13:39:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Insônia]]></category>
		<category><![CDATA[higiene do sono]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tempo insuficiente de sono pode deixar a criança cansada e irritada.</p>
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				<h5><em><span style="font-size: 100%; color: #284b63;">Tempo insuficiente de sono pode deixar a criança cansada e irritada.
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				<p>A insônia comportamental é a forma mais comum de insônia na infância e ocorre em 10% a 30% das crianças pré-escolares. Consiste na dificuldade em adormecer e/ou manter o sono associado com determinadas atitudes da criança ou dos pais.</p>
<p>Na Medicina do Sono, classificamos a insônia infantil comportamental em dois tipos: distúrbio de associação e transtorno de falta de limites, podendo se apresentar como uma associação destes dois tipos. &nbsp;</p>
<p>Sabemos que existem certas condições associadas com o início do sono que são necessárias para a criança adormecer e voltar a dormir após despertar durante a noite. Associações positivas são condições que a criança pode prover para si mesma (como bichinho de pelúcia, fralda de pano, naninha, chupeta), enquanto as associações negativas necessitam da assistência de outra pessoa (mamadeira, embalar).</p>
<p>Essas associações negativas também incluem estímulos externos (TV, carrinho, cadeirinha de carro) ou situações diferentes (cama dos pais, andar de carro). Geralmente, quando a condição associada ao sono está presente, a criança adormece rapidamente. Se não está presente, a criança apresenta despertares noturnos longos e frequentes.</p>
<p>O distúrbio de associação acomete principalmente crianças entre 6 meses a 3 anos. Antes disso, não podemos definir um diagnóstico de insônia comportamental, pois a capacidade de dormir ininterruptamente toda a noite é uma aptidão que o bebê desenvolve entre o 3° e o 6° mês de vida.</p>
<p><strong>Transtorno da falta de limites</strong></p>
<p>O transtorno da falta de limites refere-se à recusa ou demora para ir para a cama no horário estabelecido. Quando os limites são determinados, as crianças tendem a adormecer com mais facilidade. A recusa caracteriza-se por não ficar pronto para dormir, não ir para a cama, ou não ficar na cama.</p>
<p>Por outro lado, prorrogar o horário de dormir pode incluir diversos pedidos (sede, banheiro, mais um beijo de boa-noite) ou atividades adicionais (ver TV, ler mais uma história). Uma vez que a criança adormece, a qualidade do sono é normal e eles tendem a ter poucos despertares. No entanto, crianças com o distúrbio da falta de limites costumam ter um tempo de sono mais curto (30 a 60 minutos).</p>
<p>No caso da falta de limites, existem dois padrões de comportamento problemáticos. Há pais que colocam pouco ou nenhum limite no comportamento dos seus filhos. Por exemplo, podem deixar que a criança determine o horário de dormir ou permitem que durmam assistindo TV no quarto dos pais, prolongando o tempo para início do sono.</p>
<p>Ao mesmo tempo, existem pais que estabelecem limites imprevisíveis e irregulares, enviando mensagens confusas para a criança. Isso resulta na manutenção ou aumento dos comportamentos indesejáveis.</p>
<p><strong>Causas clínicas&nbsp; </strong></p>
<p>É importante saber que a insônia infantil também pode estar associada a causas clínicas que interferem no sono da criança, reduzindo ou interrompendo o sono normal, como é o caso da cólica do bebê e das otites de repetição (dor de ouvido), altamente prevalentes. O refluxo gastroesofágico também deve ser sempre considerado no diagnóstico, assim como o uso de medicações estimulantes, obstrução de vias aéreas, crises de asma noturna, alergia ao leite de vaca, doenças neurológicas e psiquiátricas. Nesse caso, o tratamento da doença de base e o controle dos sintomas são fundamentais.</p>
<p><strong>Consequências</strong></p>
<p>Qualquer que seja a causa da insônia na criança, o resultado será sempre o mesmo: haverá um impacto negativo no comportamento e nas suas funções, assim como também em seus cuidadores. Geralmente, uma criança com tempo insuficiente de sono apresenta cansaço e irritabilidade, podendo influenciar também na alimentação.</p>
<p>Vale lembrar que os problemas de sono da criança também atuam negativamente nos pais e cuidadores pois levam à privação de sono em adultos. Essa privação pode estar associada à falta de concentração no trabalho, acidentes no trânsito, sentimentos negativos e de frustração em relação à criança e até depressão.</p>
<p><strong>Tratamento</strong></p>
<p>O tratamento da insônia comportamental requer uma avaliação detalhada das causas e dos fatores predisponentes, sendo que as estratégias mais utilizadas são higiene de sono e terapia comportamental.</p>
<p>A terapia comportamental apresenta resultados duradouros e na maioria das vezes efetivos, produzindo mudanças tanto na resistência de iniciar o sono, como nos despertares noturnos. Baseia-se em rotina, horário regular de dormir e adormecer de forma independente. Em alguns casos pode ser necessário um acompanhamento psicológico da criança e da família.</p>
<p><strong>Higiene do sono para toda a família</strong></p>
<p>• Manter horário de sono regular e apropriado<br>• Evitar cafeína (chá, café, refrigerante)<br>• Evitar atividades físicas após o anoitecer<br>• Manter ambiente calmo e pouco iluminado para conduzir ao sono<br>• Evitar o uso de equipamentos eletrônicos (televisão, rádio, computador, tablet, celular)<br>• Estabelecer uma rotina da hora de ir para cama</p>
<p><i style="letter-spacing: var( --e-global-typography-text-letter-spacing ); text-transform: var( --e-global-typography-text-text-transform );"><strong><br>Referência:</strong></i></p>
<p><i>&#8211; AlVES, RC, In: Capítulo Meu filho não dorme &#8211; Insônia Comportamental – SPSP, 2017<br>&#8211;&nbsp;<span style="font-size: var( --e-global-typography-text-font-size ); font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight ); letter-spacing: var( --e-global-typography-text-letter-spacing ); text-transform: var( --e-global-typography-text-text-transform ); background-color: #ffffff;">AlVES, RC, In:&nbsp;</span><span style="letter-spacing: var( --e-global-typography-text-letter-spacing ); text-transform: var( --e-global-typography-text-text-transform );">Distúrbios do Sono, Livro Desenvolvimento da Criança, 2017.<br></span><span style="letter-spacing: var( --e-global-typography-text-letter-spacing ); text-transform: var( --e-global-typography-text-text-transform );">&#8211;&nbsp;</span><span style="font-size: var( --e-global-typography-text-font-size ); font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight ); letter-spacing: var( --e-global-typography-text-letter-spacing ); text-transform: var( --e-global-typography-text-text-transform ); background-color: #ffffff;">AlVES, RC, In:&nbsp;</span><span style="letter-spacing: var( --e-global-typography-text-letter-spacing ); text-transform: var( --e-global-typography-text-text-transform );">Capítulo Sono e seus Transtornos: Do Diagnóstico ao Tratamento (Dr. Luciano Ribeiro)</span></i></p>					</div>
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			<h2 class="elementor-heading-title elementor-size-medium">Veja o vídeo explicativo sobre higiene do sono:</h2>		</div>
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			<h2 class="elementor-heading-title elementor-size-medium">Assista também ao bate-papo com a Dra. Vanessa Radonsky, endocrinologista pediátrica, sobre distúrbios do sono na infância:</h2>		</div>
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		<title>Insônia: muito além da dificuldade de dormir</title>
		<link>https://sonoemedicina.com.br/insonia/insonia-muito-alem-da-dificuldade-de-dormir/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2020 09:27:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Insônia]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
		<category><![CDATA[estresse]]></category>
		<category><![CDATA[higiene do sono]]></category>
		<category><![CDATA[insônia]]></category>
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		<category><![CDATA[transtornos do sono]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A insônia é um dos principais transtornos do sono que acomete a população, em diferentes faixas etárias, com maior prevalência em mulheres.</p>
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				<p>Certamente, a insônia é um dos principais transtornos do sono que acomete a população, em diferentes faixas etárias, com maior prevalência em mulheres. Para se ter uma ideia, estima-se que 40% a 50% dos brasileiros queixam-se de insônia, sendo que 10% consideram seu problema grave. Já nos Estados Unidos, 51% dos norte-americanos queixam-se de insônia algumas noites por semana e 29% reclamam quase diariamente ou diariamente desses sintomas.</p><p>A insônia recebe diferentes classificações, como insônia crônica; insônia aguda; outras insônias; sintomas isolados e variantes da normalidade. O parâmetro que diferencia a insônia “sintoma” da insônia “transtorno” é a dimensão do impacto clínico que essa alteração provoca no paciente.</p><p>De acordo com o último Consenso sobre insônia publicado pela Associação Brasileira do Sono (ABS), em 2019, ela caracteriza-se pela dificuldade persistente para dormir, com duração de mais de três meses, gerando outros sintomas no indivíduo como fadiga, alteração de humor e perda de concentração, provocando alterações no funcionamento diurno das pessoas.</p><p>Ainda, de acordo com o Consenso, a prevalência mundial de sintomas de insônia é de aproximadamente 30 &#8211; 35%, e a do transtorno de insônia pode variar de 3,9% a 22,1%, dependendo dos critérios de diagnósticos utilizados.</p><p>Durante décadas, a insônia foi abordada apenas como um sintoma secundário relacionado a outras doenças. No entanto, após anos de estudos e observação clínica, especialistas e pesquisadores puderam constatar que a dificuldade persistente para dormir pode configurar uma síndrome por si só: a insônia, refletindo um estado físico e psíquico do indivíduo.</p><p>Essa dificuldade de dormir pode envolver o início, a duração, a consolidação e a qualidade do sono, ocasionando prejuízos diurnos. Principais queixas:</p><p>• Dificuldade de iniciar o sono.<br />• Dificuldade de manter o sono após o despertar no meio da noite.<br />• Despertares frequentes ao longo da noite com dificuldade de voltar a dormir.<br />• Despertar precoce pela manhã com dificuldade de retornar ao sono.<br />• Insatisfação com a qualidade do sono.</p><p>Geralmente, pessoas com padrão de maior ansiedade têm mais dificuldade de iniciar o sono. Já aquelas com perfil mais depressivo, em geral conseguem dormir no horário, mas acordam no meio da noite e não voltam a dormir. Também existem as pessoas que ficam acordando a noite inteira e se sentem exaustas pela manhã.</p><p><strong>Causas da insônia</strong></p><p>Fatores estressantes com impacto físico e psicológico impactam a vida das pessoas e são precipitadores da insônia, por exemplo, demissão no trabalho, viagem, hospitalização, ambiente de sono desconfortável, entre outros. Dessa forma, a suspensão do fator estressor precipitante ou a adaptação ao estresse é fundamental para tratar a insônia.</p><p>A insônias também podem estar associadas a transtornos mentais (como a ansiedade generalizada), condições médicas (por exemplo, hipertireoidismo), uso de drogas e substâncias, além da <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://youtu.be/TD9RXLfx8Sg">higiene do sono</a></span> inadequada.</p><p>Principais causas:</p><p>• 34% doenças psiquiátricas<br />• 29% síndrome das pernas inquietas/ transtorno de movimentos do sono<br />• 11% alterações do ritmo circadiano<br />• 9% problemas respiratórios, como a apneia obstrutiva do sono<br />• 9% causas médicas<br />• 8% insônia psicofisiológica</p><p><strong>Impacto e consequências</strong></p><p>Frequentemente, a insônia resulta em sintomas diurnos, físicos e emocionais, com impacto no desempenho das funções sociais e cognitivas dos pacientes. Com isso, os quadros de insônia estão associados a distúrbios de humor, dificuldade de concentração e de memorização.</p><p>Em longo prazo, os efeitos da insônia podem ocasionar:</p><p>• Acidentes de trabalho<br />• Depressão<br />• Fadiga<br />• Mialgia (dor muscular excessiva)<br />• Prejuízo do desempenho<br />• Redução da concentração, atenção e memória<br />• Redução da libido<br />• Sonolência diurna</p><p>Também já sabemos que a insônia está associada ao desenvolvimento de doenças pulmonares, cardiovasculares e gastrointestinais, o que reforça a importância de procurar a ajuda de um especialista para tratar o problema. Em relação ao tratamento, para a insônia aguda, por exemplo, são recomendadas técnicas de relaxamento e terapia cognitiva-comportamental.</p><p><strong>Aumento das queixas de insônia na pandemia</strong></p><p>A pandemia do novo coronavírus chamou a atenção para o tema. E a mais comum foi a insônia aguda, transitória ou de ajustamento ocasionadas por situações desagradáveis, como mudança de rotina, luto pela perda de familiares e amigos, redução de renda, mudança de atividade profissional ou desemprego. São preocupações que afetam o sono e podem durar dias ou meses.</p><p>Segundo um estudo coordenado pelos especialistas da Associação Brasileira da Medicina do Sono (ABMS) e da Associação Brasileira do Sono (ABS) durante o primeiro semestre de 2020, 41% dos profissionais de saúde entrevistados disseram apresentar novas queixas ou piora nos quadros de insônia. O levantamento ouviu 4,9 mil profissionais de saúde de todas as regiões do Brasil, entre 30 de maio e 25 de junho.</p><p>O estudo “Como está o sono dos profissionais de saúde em tempos de pandemia?&#8221; teve como objetivo primário investigar o impacto da pandemia na insônia entre os profissionais de saúde, correlacionando a doença com fatores como ansiedade e <em>burnout</em>, um estado de esgotamento físico e mental, geralmente, causado pela atividade profissional do indivíduo.</p><p>Além de revelar que 41% dos profissionais de saúde entrevistados tinham sintomas de insônia ou pioraram a insônia já existente durante a pandemia, o estudo mostrou também que 61% dos participantes tiveram piora na qualidade do sono e 13% iniciaram tratamento medicamentoso para o problema durante a pandemia.</p><p> </p><p><strong>Referência:<br /></strong><span style="text-decoration: underline;"><em>&#8211; </em><a href="http://absono.com.br/assets/consenso_insonia_completo-min.pdf"><em>Consenso Insônia: diagnóstico e tratamento</em></a></span><em><br /></em><span style="text-decoration: underline;"><em>&#8211; </em><a href="http://absono.com.br/assets/revista_sono_edicao_22_referencia_paginacao.pdf"><em>“Estudo brasileiro revela aumento de casos de insônia entre os profissionais de saúde na pandemia”, em Revista Sono – 22ª edição.</em></a></span><strong><em><br /></em></strong><em>&#8211; ALVES, ROSANA S. CARDOSO</em><em> . Distúrbios do Sono. In: Ricardo Nitrini e Luiz A. Bacheschi. (Org.). A Neurologia que todo médico deve saber. 3a ed. São Paulo: Atheneu, 2015, p. 363-371</em></p>					</div>
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			<h2 class="elementor-heading-title elementor-size-medium">Veja também o vídeo com dicas para prevenir a insônia:</h2>		</div>
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