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	<title>pandemia &#8211; Rosana Cardoso Alves</title>
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		<title>Insônia: muito além da dificuldade de dormir</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Aug 2020 09:27:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Insônia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A insônia é um dos principais transtornos do sono que acomete a população, em diferentes faixas etárias, com maior prevalência em mulheres.</p>
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				<p>Certamente, a insônia é um dos principais transtornos do sono que acomete a população, em diferentes faixas etárias, com maior prevalência em mulheres. Para se ter uma ideia, estima-se que 40% a 50% dos brasileiros queixam-se de insônia, sendo que 10% consideram seu problema grave. Já nos Estados Unidos, 51% dos norte-americanos queixam-se de insônia algumas noites por semana e 29% reclamam quase diariamente ou diariamente desses sintomas.</p><p>A insônia recebe diferentes classificações, como insônia crônica; insônia aguda; outras insônias; sintomas isolados e variantes da normalidade. O parâmetro que diferencia a insônia “sintoma” da insônia “transtorno” é a dimensão do impacto clínico que essa alteração provoca no paciente.</p><p>De acordo com o último Consenso sobre insônia publicado pela Associação Brasileira do Sono (ABS), em 2019, ela caracteriza-se pela dificuldade persistente para dormir, com duração de mais de três meses, gerando outros sintomas no indivíduo como fadiga, alteração de humor e perda de concentração, provocando alterações no funcionamento diurno das pessoas.</p><p>Ainda, de acordo com o Consenso, a prevalência mundial de sintomas de insônia é de aproximadamente 30 &#8211; 35%, e a do transtorno de insônia pode variar de 3,9% a 22,1%, dependendo dos critérios de diagnósticos utilizados.</p><p>Durante décadas, a insônia foi abordada apenas como um sintoma secundário relacionado a outras doenças. No entanto, após anos de estudos e observação clínica, especialistas e pesquisadores puderam constatar que a dificuldade persistente para dormir pode configurar uma síndrome por si só: a insônia, refletindo um estado físico e psíquico do indivíduo.</p><p>Essa dificuldade de dormir pode envolver o início, a duração, a consolidação e a qualidade do sono, ocasionando prejuízos diurnos. Principais queixas:</p><p>• Dificuldade de iniciar o sono.<br />• Dificuldade de manter o sono após o despertar no meio da noite.<br />• Despertares frequentes ao longo da noite com dificuldade de voltar a dormir.<br />• Despertar precoce pela manhã com dificuldade de retornar ao sono.<br />• Insatisfação com a qualidade do sono.</p><p>Geralmente, pessoas com padrão de maior ansiedade têm mais dificuldade de iniciar o sono. Já aquelas com perfil mais depressivo, em geral conseguem dormir no horário, mas acordam no meio da noite e não voltam a dormir. Também existem as pessoas que ficam acordando a noite inteira e se sentem exaustas pela manhã.</p><p><strong>Causas da insônia</strong></p><p>Fatores estressantes com impacto físico e psicológico impactam a vida das pessoas e são precipitadores da insônia, por exemplo, demissão no trabalho, viagem, hospitalização, ambiente de sono desconfortável, entre outros. Dessa forma, a suspensão do fator estressor precipitante ou a adaptação ao estresse é fundamental para tratar a insônia.</p><p>A insônias também podem estar associadas a transtornos mentais (como a ansiedade generalizada), condições médicas (por exemplo, hipertireoidismo), uso de drogas e substâncias, além da <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://youtu.be/TD9RXLfx8Sg">higiene do sono</a></span> inadequada.</p><p>Principais causas:</p><p>• 34% doenças psiquiátricas<br />• 29% síndrome das pernas inquietas/ transtorno de movimentos do sono<br />• 11% alterações do ritmo circadiano<br />• 9% problemas respiratórios, como a apneia obstrutiva do sono<br />• 9% causas médicas<br />• 8% insônia psicofisiológica</p><p><strong>Impacto e consequências</strong></p><p>Frequentemente, a insônia resulta em sintomas diurnos, físicos e emocionais, com impacto no desempenho das funções sociais e cognitivas dos pacientes. Com isso, os quadros de insônia estão associados a distúrbios de humor, dificuldade de concentração e de memorização.</p><p>Em longo prazo, os efeitos da insônia podem ocasionar:</p><p>• Acidentes de trabalho<br />• Depressão<br />• Fadiga<br />• Mialgia (dor muscular excessiva)<br />• Prejuízo do desempenho<br />• Redução da concentração, atenção e memória<br />• Redução da libido<br />• Sonolência diurna</p><p>Também já sabemos que a insônia está associada ao desenvolvimento de doenças pulmonares, cardiovasculares e gastrointestinais, o que reforça a importância de procurar a ajuda de um especialista para tratar o problema. Em relação ao tratamento, para a insônia aguda, por exemplo, são recomendadas técnicas de relaxamento e terapia cognitiva-comportamental.</p><p><strong>Aumento das queixas de insônia na pandemia</strong></p><p>A pandemia do novo coronavírus chamou a atenção para o tema. E a mais comum foi a insônia aguda, transitória ou de ajustamento ocasionadas por situações desagradáveis, como mudança de rotina, luto pela perda de familiares e amigos, redução de renda, mudança de atividade profissional ou desemprego. São preocupações que afetam o sono e podem durar dias ou meses.</p><p>Segundo um estudo coordenado pelos especialistas da Associação Brasileira da Medicina do Sono (ABMS) e da Associação Brasileira do Sono (ABS) durante o primeiro semestre de 2020, 41% dos profissionais de saúde entrevistados disseram apresentar novas queixas ou piora nos quadros de insônia. O levantamento ouviu 4,9 mil profissionais de saúde de todas as regiões do Brasil, entre 30 de maio e 25 de junho.</p><p>O estudo “Como está o sono dos profissionais de saúde em tempos de pandemia?&#8221; teve como objetivo primário investigar o impacto da pandemia na insônia entre os profissionais de saúde, correlacionando a doença com fatores como ansiedade e <em>burnout</em>, um estado de esgotamento físico e mental, geralmente, causado pela atividade profissional do indivíduo.</p><p>Além de revelar que 41% dos profissionais de saúde entrevistados tinham sintomas de insônia ou pioraram a insônia já existente durante a pandemia, o estudo mostrou também que 61% dos participantes tiveram piora na qualidade do sono e 13% iniciaram tratamento medicamentoso para o problema durante a pandemia.</p><p> </p><p><strong>Referência:<br /></strong><span style="text-decoration: underline;"><em>&#8211; </em><a href="http://absono.com.br/assets/consenso_insonia_completo-min.pdf"><em>Consenso Insônia: diagnóstico e tratamento</em></a></span><em><br /></em><span style="text-decoration: underline;"><em>&#8211; </em><a href="http://absono.com.br/assets/revista_sono_edicao_22_referencia_paginacao.pdf"><em>“Estudo brasileiro revela aumento de casos de insônia entre os profissionais de saúde na pandemia”, em Revista Sono – 22ª edição.</em></a></span><strong><em><br /></em></strong><em>&#8211; ALVES, ROSANA S. CARDOSO</em><em> . Distúrbios do Sono. In: Ricardo Nitrini e Luiz A. Bacheschi. (Org.). A Neurologia que todo médico deve saber. 3a ed. São Paulo: Atheneu, 2015, p. 363-371</em></p>					</div>
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			<h2 class="elementor-heading-title elementor-size-medium">Veja também o vídeo com dicas para prevenir a insônia:</h2>		</div>
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